20/12/2018

Edifícios de depósito viram hubs de trabalho e logística

Criados nos EUA em razão do alto preço dos imóveis e à expansão do e-commerce, eles agora se multiplicam pelo Brasil.

Depósitos pessoais, do tipo self storage, viraram alternativa para quem viver com mais espaço mesmo quando o dinheiro é curto. Criado nos Estados Unidos, na década de 1960, o self storage é hoje reconhecido como a atividade que mais cresce no setor imobiliário americano. Existem por lá mais de 50 mil depósitos desse tipo, a maior concentração desse ramo no mundo.

Com custo mensal de cerca de 4 dólares por metro quadrado e opções que variam de um a 200 metros quadrados, eles representam bem mais do que um lugar onde guardar caixas de recordações, documentos, brinquedos, material esportivo e roupas de frio: vêm se tornando escritórios para profissionais autônomos e estoques de pequenas empresas de varejo, especialmente do comércio eletrônico. Marcas de e-commerce utilizam os depósitos para armazenar mercadorias antes de despachá-las para o consumidor final. 
A despesa com um self storage é bem menor que a locação de uma sala comercial ou mesmo de um apartamento com um quarto a mais. Além do bom custo-benefício, os edifícios onde ficam esses depósitos oferecem wi-fi, banheiros, cafés e, em muitos casos, funcionamento de 24 horas, o que contribui para que se tornem a extensão de uma casa ou do local de trabalho.

Nos Estados Unidos, boa parte dos self storages foi construída como efeito colateral do aumento do custo da moradia. Em Nova York, um em cada quatro edifícios de depósitos surgiu apenas na última década – são 240 no total.

Para crescer no Brasil, o negócio depende de encontrar pontos em áreas bem localizadas, com facilidade de acesso e tamanhos adequados, além de informar às pessoas das facilidades que essa nova modalidade de armazenamento pode oferecer.

Impulsionado pelo e-commerce, esse mercado cresce no Brasil também, com novas empresas de self storage iniciando operação em diversos Estados. Segundo a Associação Brasileira de Self Storage (ASBRASS), existem no país mais de 200 unidades em funcionamento. Metade delas está no Estado de São Paulo. As demais ainda se espalham pelo Rio de Janeiro, Paraná, Distrito Federal, Santa Catarina, Curitiba e Belo Horizonte.

 


A despesa com um self storage é bem menor que a locação de uma sala comercial ou mesmo de um apartamento com um quarto a mais. Além do bom custo-benefício, os edifícios onde ficam esses depósitos oferecem wi-fi, banheiros, cafés e, em muitos casos, funcionamento de 24 horas, o que contribui para que se tornem a extensão de uma casa ou do local de trabalho.

Nos Estados Unidos, boa parte dos self storages foi construída como efeito colateral do aumento do custo da moradia. Em Nova York, um em cada quatro edifícios de depósitos surgiu apenas na última década – são 240 no total.

Para crescer no Brasil, o negócio depende de encontrar pontos em áreas bem localizadas, com facilidade de acesso e tamanhos adequados, além de informar às pessoas das facilidades que essa nova modalidade de armazenamento pode oferecer.